sábado, 10 de outubro de 2009
Um conselho
"O Homem é feito pelo Bem e pelo Mal, são inseparáveis. O campo de batalha do Bem e do Mal é na mente humana."
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
O que é ser Cristão?
O nosso compromisso cristão é algo que se vive a nível da teoria ou do compromisso vital? O que caracteriza um cristão não é o conhecimento de belas fórmulas, que expressam uma determinada ideologia, nem o cumprimentoexacto de ritos, nem uma assinatura feita no Livro de Registo do Baptismo da paróquia, mas é a adesão a Cristo. Ora aderir a Cristo (fé), significa conformar, a cada instante, a própria vida com os Seus valores de Cristo, segui-Lo a par e passo no caminho do amor a Deus e da entrega total aos irmãos. Não se pode fugir a isto: a nossa caminhada cristã não é um processo teórico e abstracto, concretizado num reino de belas palavras, mas é um compromisso efectivo com Cristo, que tem de se traduzir, a cada instante, em gestos concretos em favor dos irmãos.
Que gestos são esses? São os mesmos gestos que Cristo realizou e que o tornam, aos olhos dos seus concidadãos, um sinal de Deus. Ora, Cristo lutou pela justiça e pela verdade; denunciou tudo aquilo que escraviza o homem e o impede de ser feliz; foi ao encontro dos marginalizados e manifestou-lhes o amor de Deus; realizou gestos de serviço e de partilha; distribuiu o perdão e a paz; ofereceu a Sua própria vida para salvar os Seus irmãos. Assim, quem segue a Cristo tem de lutar, objectivamente, contra as estruturas que geram injustiça e opressão; tem de acolher e amar aqueles que a sociedade marginaliza e rejeita; tem de denunciar uma sociedade construída sobre esquemas de egoísmo e de mostrar, com o seu testemunho, que só a partilha e o amor tornam o homem feliz; tem de quebrar a espiral da violência e do ódio e propôr a tolerância e o amor...
Por vezes , há uma profunda dicotomia, nas nossas comunidades cristãs, entre a fé e a vida. O nosso compromisso religioso traduz-se em liturgias soleníssimas, em procissões sumptuosas, na construções de igrejas esplendorosas, em rituais fascinantes... e mais nada. Depois, na vida da comunidade, há desunião, há conflito, há falta de solidariedade, há indiferença para com as necessidades do irmão, há criticas destrutivas, há palavras que ferem e afastam os outros, há gestos de arrogância, há falta de amor...
Por vezes, há uma profunda dicotomia, nas nossas vidas pessoais, entre a fé e a vida. O nosso compromisso cristão traduz-se na participação certa nas Eucaristias dominicais, na participação em manifestações públicas de religiosidade, na pertença a movimentos eclesiais... e mais nada. Depois, na vida do dia a dia, praticamos injustiças, pactuamos com esquemas de corrupção, tratamos com pouca caridade aqueles que vivem ao nosso lado; passamos indiferentes diante das necessidades e dores dos irmãos; marginalizamos aqueles de quem não gostamos; demitimo-nos das nossas responsabilidades na construção de um mundo novo e melhor...
Muitos de nós recebemos uma catequese que insistia em ritos, em fórmulas, em práticas de piedade, em determinadas obrigações legais, mas que deixou para segundo plano o essencial: o seguimento de Jesus. Que nenhum de nós tenha dúvidas: ser cristão é bem mais do que ser baptizado, ter casado na igreja, organizar a festa do santo padroeiro... A identidade cristã constrói-se à volta de Jesus e da Sua proposta de vida. O cristão é aquele que faz de Jesus a referência fundamental, à volta da qual constrói toda a sua existência.
(Ecclesia/Dehonianos, 24º Domingo do Tempo Comum)
Que gestos são esses? São os mesmos gestos que Cristo realizou e que o tornam, aos olhos dos seus concidadãos, um sinal de Deus. Ora, Cristo lutou pela justiça e pela verdade; denunciou tudo aquilo que escraviza o homem e o impede de ser feliz; foi ao encontro dos marginalizados e manifestou-lhes o amor de Deus; realizou gestos de serviço e de partilha; distribuiu o perdão e a paz; ofereceu a Sua própria vida para salvar os Seus irmãos. Assim, quem segue a Cristo tem de lutar, objectivamente, contra as estruturas que geram injustiça e opressão; tem de acolher e amar aqueles que a sociedade marginaliza e rejeita; tem de denunciar uma sociedade construída sobre esquemas de egoísmo e de mostrar, com o seu testemunho, que só a partilha e o amor tornam o homem feliz; tem de quebrar a espiral da violência e do ódio e propôr a tolerância e o amor...
Por vezes , há uma profunda dicotomia, nas nossas comunidades cristãs, entre a fé e a vida. O nosso compromisso religioso traduz-se em liturgias soleníssimas, em procissões sumptuosas, na construções de igrejas esplendorosas, em rituais fascinantes... e mais nada. Depois, na vida da comunidade, há desunião, há conflito, há falta de solidariedade, há indiferença para com as necessidades do irmão, há criticas destrutivas, há palavras que ferem e afastam os outros, há gestos de arrogância, há falta de amor...
Por vezes, há uma profunda dicotomia, nas nossas vidas pessoais, entre a fé e a vida. O nosso compromisso cristão traduz-se na participação certa nas Eucaristias dominicais, na participação em manifestações públicas de religiosidade, na pertença a movimentos eclesiais... e mais nada. Depois, na vida do dia a dia, praticamos injustiças, pactuamos com esquemas de corrupção, tratamos com pouca caridade aqueles que vivem ao nosso lado; passamos indiferentes diante das necessidades e dores dos irmãos; marginalizamos aqueles de quem não gostamos; demitimo-nos das nossas responsabilidades na construção de um mundo novo e melhor...
Muitos de nós recebemos uma catequese que insistia em ritos, em fórmulas, em práticas de piedade, em determinadas obrigações legais, mas que deixou para segundo plano o essencial: o seguimento de Jesus. Que nenhum de nós tenha dúvidas: ser cristão é bem mais do que ser baptizado, ter casado na igreja, organizar a festa do santo padroeiro... A identidade cristã constrói-se à volta de Jesus e da Sua proposta de vida. O cristão é aquele que faz de Jesus a referência fundamental, à volta da qual constrói toda a sua existência.
(Ecclesia/Dehonianos, 24º Domingo do Tempo Comum)
sábado, 24 de janeiro de 2009
O presépio da nossa existência
É fenomenal como tudo se nos depara à frente e muitas vezes não conseguimos deixar as nossas ligações "terrenas" para dar atenção a Deus, a Jesus e à nossa criança interior, que é a criança de que falas, a do presépio, a figura que Deus escolheu para chegar até nós. Ele escolheu a Criança e não o adulto. Ele escolheu a simplicidade, a unicidade, a franqueza, a pureza, tudo aquilo que uma criança pode significar para nós, para Deus.
É essa criança que o Homem esquece ou esconde debaixo do tapete para se "armar" em homem, em responsabilidade e, infelizmente, em egoísmo... Porque nós somos anjos! Nós somos seres de Luz que fomos criados à Sua imagem e semelhança!... Para que serve isso hoje?! Não nos dá dinheiro, poder, afirmação, numa guerra constante pela energia do próximo, denegrindo, virando costas, enrugando a testa...
E, por termos deixado a nossa criança escondida debaixo do tapete, vingamos o nosso desespero abatendo árvores, ofendendo o próximo que é o nosso mais semelhante ser de Luz, agarrando este Mundo este Planeta como se fosse nosso (risos!)... quando simplesmente aparecemos nele, sem nos ter sido dado "comprovativo da Escritura". Apenas desrespeitamos o Planeta da mesma forma que desrespeitamos o nosso colega de trabalho, com o qual travamos ums luta interna pela posse de um melhor ordenado; a/o nossa/o namorada/o quando criamos jogos pelo controlo e posse de outra vida; dos nossos filhos (!) quando os deixamos abandonados a um computador a uma TVCABO ou Playstation apenas para não nos incomodar; os nossos pais quando os deixamos morrer num canto, entregues a um hospital onde demos a morada errada para dizermos que "daqui lavamos as mãos"...
Quem somos afinal? O que aprendemos desde que nascemos? O que nos propõe a vida, Deus e a nossa mais pura essência afinal?? Do pó nasceste, em pó te tornarás.
E é aqui que o presépio nos revela a Criança! É aqui que nós somos convidados a mostrar a nossa matriz mais essencial, mais pura, mais única que Deus implementou em nós. É aqui que vemos e sentimos o que somos e qual o nosso papel nesta rede, nesta vida de ligações, em que todos nós somos Um só!
Bem... este texto não servirá concerteza para mudar o mundo, apenas espelha uma dor, de injustiça, uma dor de mudança estagnada... Porque sem dúvida que nós estamos na beira de um precipicio e sabemos "o caminho" para o ultrapassar, mas teimamos em procurar a nossa queda...
É essa criança que o Homem esquece ou esconde debaixo do tapete para se "armar" em homem, em responsabilidade e, infelizmente, em egoísmo... Porque nós somos anjos! Nós somos seres de Luz que fomos criados à Sua imagem e semelhança!... Para que serve isso hoje?! Não nos dá dinheiro, poder, afirmação, numa guerra constante pela energia do próximo, denegrindo, virando costas, enrugando a testa...
E, por termos deixado a nossa criança escondida debaixo do tapete, vingamos o nosso desespero abatendo árvores, ofendendo o próximo que é o nosso mais semelhante ser de Luz, agarrando este Mundo este Planeta como se fosse nosso (risos!)... quando simplesmente aparecemos nele, sem nos ter sido dado "comprovativo da Escritura". Apenas desrespeitamos o Planeta da mesma forma que desrespeitamos o nosso colega de trabalho, com o qual travamos ums luta interna pela posse de um melhor ordenado; a/o nossa/o namorada/o quando criamos jogos pelo controlo e posse de outra vida; dos nossos filhos (!) quando os deixamos abandonados a um computador a uma TVCABO ou Playstation apenas para não nos incomodar; os nossos pais quando os deixamos morrer num canto, entregues a um hospital onde demos a morada errada para dizermos que "daqui lavamos as mãos"...
Quem somos afinal? O que aprendemos desde que nascemos? O que nos propõe a vida, Deus e a nossa mais pura essência afinal?? Do pó nasceste, em pó te tornarás.
E é aqui que o presépio nos revela a Criança! É aqui que nós somos convidados a mostrar a nossa matriz mais essencial, mais pura, mais única que Deus implementou em nós. É aqui que vemos e sentimos o que somos e qual o nosso papel nesta rede, nesta vida de ligações, em que todos nós somos Um só!
Bem... este texto não servirá concerteza para mudar o mundo, apenas espelha uma dor, de injustiça, uma dor de mudança estagnada... Porque sem dúvida que nós estamos na beira de um precipicio e sabemos "o caminho" para o ultrapassar, mas teimamos em procurar a nossa queda...
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