sábado, 24 de janeiro de 2009

O presépio da nossa existência

É fenomenal como tudo se nos depara à frente e muitas vezes não conseguimos deixar as nossas ligações "terrenas" para dar atenção a Deus, a Jesus e à nossa criança interior, que é a criança de que falas, a do presépio, a figura que Deus escolheu para chegar até nós. Ele escolheu a Criança e não o adulto. Ele escolheu a simplicidade, a unicidade, a franqueza, a pureza, tudo aquilo que uma criança pode significar para nós, para Deus.

É essa criança que o Homem esquece ou esconde debaixo do tapete para se "armar" em homem, em responsabilidade e, infelizmente, em egoísmo... Porque nós somos anjos! Nós somos seres de Luz que fomos criados à Sua imagem e semelhança!... Para que serve isso hoje?! Não nos dá dinheiro, poder, afirmação, numa guerra constante pela energia do próximo, denegrindo, virando costas, enrugando a testa...

E, por termos deixado a nossa criança escondida debaixo do tapete, vingamos o nosso desespero abatendo árvores, ofendendo o próximo que é o nosso mais semelhante ser de Luz, agarrando este Mundo este Planeta como se fosse nosso (risos!)... quando simplesmente aparecemos nele, sem nos ter sido dado "comprovativo da Escritura". Apenas desrespeitamos o Planeta da mesma forma que desrespeitamos o nosso colega de trabalho, com o qual travamos ums luta interna pela posse de um melhor ordenado; a/o nossa/o namorada/o quando criamos jogos pelo controlo e posse de outra vida; dos nossos filhos (!) quando os deixamos abandonados a um computador a uma TVCABO ou Playstation apenas para não nos incomodar; os nossos pais quando os deixamos morrer num canto, entregues a um hospital onde demos a morada errada para dizermos que "daqui lavamos as mãos"...

Quem somos afinal? O que aprendemos desde que nascemos? O que nos propõe a vida, Deus e a nossa mais pura essência afinal?? Do pó nasceste, em pó te tornarás.

E é aqui que o presépio nos revela a Criança! É aqui que nós somos convidados a mostrar a nossa matriz mais essencial, mais pura, mais única que Deus implementou em nós. É aqui que vemos e sentimos o que somos e qual o nosso papel nesta rede, nesta vida de ligações, em que todos nós somos Um só!

Bem... este texto não servirá concerteza para mudar o mundo, apenas espelha uma dor, de injustiça, uma dor de mudança estagnada... Porque sem dúvida que nós estamos na beira de um precipicio e sabemos "o caminho" para o ultrapassar, mas teimamos em procurar a nossa queda...

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