Saio de casa com ansiedade. Indeciso procuro caminhos para onde começar a minha jornada. Entro por uma vereda e paro 10 metros à frente para escutar o meu coração... volto para trás e sigo para onde quer ir o meu peito.
Contemplo as árvores despidas, os ribeiros, o solo molhado, a palete de castanhos e verdes e vou olhando para dentro. À cabeça vêm caminhos, alguns que não posso caminhar palmilhar fisicamente, escolhas, intuições... pensamentos, vontades reprimidas, de voar, de sentir, do meu Eu escondido... PARO.
Uma casa de pedra escondida, sozinha no arvoredo denso desperta os meus sentidos e com ela, aqui mais perto, uma árvore larga e velha, coberta de musgo verde claro. Começa a chover!... escondo-me num alpendre amigo que estava ali mesmo ao lado, pronto para me acolher. Contemplo tudo à minha volta...um molho de erva verde jaz a meu lado juntamente com ramos secos e despidos. Servirá para alimentar os animais em cativeiro. Tento enraizar na Terra Sagrada e sinto uma energia enorme percorrer-me o corpo. Tremo e sinto os Chakras aspirar tudo à volta. Contorno o lugar à procura da entrada para o sopé onde estão as árvores que me chamam. Entro numa divisória grande coberta de árvores altas e finas, percorridas por um musgo "branco". Avanço sem medo por sentir ter autorização. Cumprimento todos estes seres maravilhosos e coloco as minhas mãos nos troncos fortes de alguns deles... e enraizo-me com eles. Sinto a força e a energia que os percorre. Escuto os sons que me rodeiam e sinto que não estou sozinho ali. Todas aquelas entidades me rodeiam e guardam, protegendo-me do que se encontra fora daquele perimetro! Fixo-me na minha energia... pé ante pé começo a sair e perto da porta viro-me para trás e reparo que todos aqueles seres brilham numa densa Luz branca! Encho os meus olhos de emoção alegre e o meu coração enche-se com aquele tributo! A Natureza retribui-me a Luz e o carinho, o reconhecimento de mim próprio! Guardei-os comigo e voltei ao caminho. Cá fora, um pouco mais longe, olho novamente para o meio de todas as árvores e todas me pareciam banais.
Continuando o meu percurso, percorro as florestas, rodeado de montes e vales que me guardavam com respeito. A noite começa a cair e tenho de me apressar. Entretanto, já no caminho de alcatrão que me conduzia a casa, um homem humilde que passa a meu lado de mota pára e oferece-me boleia à qual recuso. É muito e gratificante sentir que este mundo tem alguém menos egoísta e que pensa em nós, fazendo-nos sentir importantes!
Ao longe, cânticos ecoam pelas montanhas. Acho estranho, parecem mantras... uns metros à frente compreendo que são os cânticos da igreja a invocar N. S. Fátima... como é maravilhoso... tudo se integra à minha frente, no meu caminho, na minha vida... pelo escurecer sou uma bola de Luz branca que irradia Paz e Amor a todos os seres! Todo o meu corpo se expande e se entrega à Terra Mãe, contactando as árvores, os pássaros que cantam alegres na hora do recolhimento, o rio que passa lá em baixo e persiste no seu caminho... LINDO!
Ao chegar a casa sento-me no calor ao lado da minha avó, procurando secar a roupa húmida. Não quero saber de mais nada a não ser este calor, da minha casa, da minha familia, do meu interior... e esqueço tudo o resto lá fora...
Contemplo as árvores despidas, os ribeiros, o solo molhado, a palete de castanhos e verdes e vou olhando para dentro. À cabeça vêm caminhos, alguns que não posso caminhar palmilhar fisicamente, escolhas, intuições... pensamentos, vontades reprimidas, de voar, de sentir, do meu Eu escondido... PARO.
Uma casa de pedra escondida, sozinha no arvoredo denso desperta os meus sentidos e com ela, aqui mais perto, uma árvore larga e velha, coberta de musgo verde claro. Começa a chover!... escondo-me num alpendre amigo que estava ali mesmo ao lado, pronto para me acolher. Contemplo tudo à minha volta...um molho de erva verde jaz a meu lado juntamente com ramos secos e despidos. Servirá para alimentar os animais em cativeiro. Tento enraizar na Terra Sagrada e sinto uma energia enorme percorrer-me o corpo. Tremo e sinto os Chakras aspirar tudo à volta. Contorno o lugar à procura da entrada para o sopé onde estão as árvores que me chamam. Entro numa divisória grande coberta de árvores altas e finas, percorridas por um musgo "branco". Avanço sem medo por sentir ter autorização. Cumprimento todos estes seres maravilhosos e coloco as minhas mãos nos troncos fortes de alguns deles... e enraizo-me com eles. Sinto a força e a energia que os percorre. Escuto os sons que me rodeiam e sinto que não estou sozinho ali. Todas aquelas entidades me rodeiam e guardam, protegendo-me do que se encontra fora daquele perimetro! Fixo-me na minha energia... pé ante pé começo a sair e perto da porta viro-me para trás e reparo que todos aqueles seres brilham numa densa Luz branca! Encho os meus olhos de emoção alegre e o meu coração enche-se com aquele tributo! A Natureza retribui-me a Luz e o carinho, o reconhecimento de mim próprio! Guardei-os comigo e voltei ao caminho. Cá fora, um pouco mais longe, olho novamente para o meio de todas as árvores e todas me pareciam banais.
Continuando o meu percurso, percorro as florestas, rodeado de montes e vales que me guardavam com respeito. A noite começa a cair e tenho de me apressar. Entretanto, já no caminho de alcatrão que me conduzia a casa, um homem humilde que passa a meu lado de mota pára e oferece-me boleia à qual recuso. É muito e gratificante sentir que este mundo tem alguém menos egoísta e que pensa em nós, fazendo-nos sentir importantes!
Ao longe, cânticos ecoam pelas montanhas. Acho estranho, parecem mantras... uns metros à frente compreendo que são os cânticos da igreja a invocar N. S. Fátima... como é maravilhoso... tudo se integra à minha frente, no meu caminho, na minha vida... pelo escurecer sou uma bola de Luz branca que irradia Paz e Amor a todos os seres! Todo o meu corpo se expande e se entrega à Terra Mãe, contactando as árvores, os pássaros que cantam alegres na hora do recolhimento, o rio que passa lá em baixo e persiste no seu caminho... LINDO!
Ao chegar a casa sento-me no calor ao lado da minha avó, procurando secar a roupa húmida. Não quero saber de mais nada a não ser este calor, da minha casa, da minha familia, do meu interior... e esqueço tudo o resto lá fora...
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